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sexta-feira, 26 de abril de 2013

TÁCITO

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TÁCITO
Rara felicidade deste tempo onde é permitido pensar o que se quer e dizer o que se pensa. (Tácito)



Tácito (Publius Cornelius Tacitus, (55-120), historiador romano, escritor, orador, cônsul romano (ano 97) e procônsul da Ásia romana (110-113), falando do incêndio de Roma que aconteceu no ano 64, apresenta uma notícia sobre Jesus, embora curta:


“Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo na cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e entregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos.


Este nome vêm-lhes de Cristo, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procurador Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio, expandiu-se de novo, não somente na Judéia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma” (Anais, XV, 44). Passagem considerada autêntica pelos apologistas cristãos.

Até Nero, o estado romano fazia pouca distinção entre judeus e cristãos. Quando, segundo Tácito, ele tenta culpar os cristãos pelo incêndio de Roma, inicia uma política específica quanto aos cristãos, que até então não existia. 


O problema com os cristãos era que se recusavam a aceitar a religião cívica de adoração ao genius do imperador. Excepcionalmente, os judeus estavam livres desta história, por seu monoteísmo ancestral. E porque não tentavam converter outros (não é assim moleza entrar para o povo escolhido).


Os cristãos eram mal vistos por se recusarem a praticar a religião cívica e por professarem contra esta. Daí a serem acusados de práticas condenáveis era um passo. Mas até Nero o que havia era uma certa desconfiança não uma política explícita de perseguição.

Por fim, o comentário de Tácito é pouco expressivo; contudo confirma a existência de Cristãos, que derivaram o seu nome do próprio Cristo – do Cristo executado durante o reinado do Imperador Tibério (14-37 D. C.), sob o procurador Pôncio Pilatos. Mas, fica aberta a questão se o próprio Tácito considerou esse evento como autêntico. O único fato concreto, a ser deduzido com segurança, é o da existência de uma comunidade cristã, em Roma, com tradições, em certos pontos concordantes com as descritas no Novo Testamento, nos tempos do Imperador Nero (54-68 D. C.), cuja perseguição aos cristãos motivou Tácito a escrever o comentário em apreço.

Mas, há controvérsias:

Os estudiosos apontam várias razões para se suspeitar de que este trecho não seja de Tácito nem de registros romanos, e sim uma inserção posterior na obra de Tácito:

1.   A referência a Pilatos como procurador seria apropriada na época de Tácito, mas, na época de Pilatos, o título correto era “prefeito”.

2.   Se Tácito escreveu este trecho no início do segundo século, por que os Pais da Igreja, como Tertuliano, Clemente, Orígenes e até Eusébio, que tanto procuraram por provas da historicidade de Jesus, não o citam?


3.   Tácito só passa a ser citado por escritores cristãos a partir do século 15.

O que é claro e indiscutível é que um período de 80 a 100 anos sem nenhum registro histórico confiável, depois de fatos de tal magnitude, é longo o bastante para levantar suspeitas. Além do mais, é insuficiente citar três relatos tão curtos e tão pouco informativos para provar que existiu um messias judeu milagreiro chamado Jesus que seria Deus em forma humana, foi crucificado e ressuscitou.

Anais de Tácito:

Falam dos seguidores de Crestus, líder dos essênios, crucificado por Pilatos por lutar contra Roma. Vou citar o trecho:



"... para acabar com os rumores, Nero acusou falsamente as pessoas comumente chamadas de cristãs, que eram odiadas por suas atrocidades, e as puniu com as mais terríveis torturas."


- Por suas atrocidades?
  
Os cristãos eram mansos, ou deviam ser se seguissem os ensinamentos de Jesus. Aqui trata-se dos seguidores de Crestus, que realmente eram contra Roma.


Levando-se em conta que Tácito era letrado ele jamais se enganaria quanto as denominações Cristo e Crestus,  logo é clara a falsificação por parte da Igreja.


Aliás, Plínio, Tácito e Suetônio chamaram a crença cristã de superstição, o equivalente a dizer que era algo sem fundamento; uma invencionice. 

O Livro de Tácito.


“...Consequentemente, para se livrar do relatório, Nero colocou a culpa e infligiu as mais requintadas torturas em uma classe odiada por suas abominações, chamada cristão pelo populacho.

Cristus de quem o nome teve sua origem, nosso procurador, Pontius Pilatus, é uma superstição maligna, assim, marcada para o momento, mais uma vez quebrou-se na Judéia, a primeira fonte do mal, mas mesmo em Roma, onde todas as coisas horríveis e vergonhosas de todas as partes do mundo encontram o seu centro e se torna popular.

Assim, a prisão foi o primeiro feito de tudo que se declarou culpado, então, sobre suas informações, uma imensa multidão foi condenada, não tanto pelo crime de incendiar a cidade, como de ódio contra a humanidade.

Zombaria de todo tipo foi adicionada às suas mortes. Coberto com peles de animais, eles foram rasgados por cães e pereceram, ou foram pregados a cruzes, ou foram condenados às chamas e queimados, para servir como iluminação noturna, quando o dia tinha expirado.

SABER MAIS:

ANAIS - TÁCITO



É muito comum nos fóruns onde se debate o Cristianismo, os apologistas citarem como prova da existência de Jesus, livros e documentos ou outras composições literárias produzida por pessoas intelectuais da época. Muitos dos debatedores nunca leram nada a respeito da autoridade que eles apresentam como testemunha do fato, e por isso tornam-se ridículos.

Se Jesus Cristo realmente tivesse existido, a Igreja não teria necessidade de falsificar os escritos desses escritores e historiadores. Haveria, certamente, farta e autêntica documentação a seu respeito, detalhando sua vida, suas obras, seus ensinamentos e sua morte. Aqueles que o omitiram, se tivesse de fato existido, teria sido por eles abundantemente falado. Os mínimos detalhes de sua maravilhosa vida, seriam objeto de vasta explanação.


A Encyclopedia Britannica afirma que os cristãos distorceram os fatos ao enxertar o trecho sobre Jesus. Isto é verdade?

Eusébio (265-339 d.C.), reconhecido como o “Pai da história da Igreja” e nomeado supervisor da doutrina pelo imperador Constantino, escreve em seu “Preparação do evangelho”, ainda hoje publicado por editoras cristãs como a Baker House, que

 “as vezes é necessário mentir para beneficiar aqueles que requerem tal tratamento”.

Eusébio, um dos cristãos que mais influenciou a história da Igreja, aprovou a fraude como meio de promover o cristianismo! A probabilidade de o cristianismo de Constantino ser uma fraude está diretamente relacionada a desesperada necessidade de encontrar evidências a favor da historicidade de Jesus. Sem o suposto testemunho de Tácito, não resta nenhuma evidência confiável de origem não cristã.

O Apóstolo Paulo incentiva os cristãos a mentir

"Que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com FINGIMENTO ou em verdade."[Fil 1:18]

E mais

Romanos 3:

7 Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador?

QUESTÃO DE LÓGICA:


- Qual é a maior propagadora de Jesus: Igreja.


- A Igreja é uma instituição confiável que nunca fez nada que prejudicou a humanidade ? Não


- A Igreja Mente ? Mente! (A Igreja mente é corrupta, cruel e sem piedade. (Leonardo Boff) – Revista Caros Amigos Setembro de 1998.

- Temos provas históricas ou arqueológicas sobre Jesus ? Não.

- Como provar que a história de Jesus é verdadeira ? Não há como.

- O que difere o mito de Jesus do mito do Papai Noel ? nada!

Bom...há uma diferença .. o Papai Noel não condena ao sofrimento eterno quem desacredita dele.


SABER MAIS
FLAVIUS JOSEPHUS
SUETÔNIO
PUBLIUS LENTULUS
PLÍNIO, O JOVEM
FILON DE ALEXANDRIA
JUSTO DE TIBERÍADES

Recomenda-se a leitura dos livros e sites quando indicados como fontes. Os posts contidos neste blogger são pequenos apontamentos de estudos.