domingo, 8 de novembro de 2015

JOHN WYCLIFFE E OS LOLARDOS










John Wycliffe (1324-1383), teólogo e eclesiástico, foi o precursor inglês da Reforma Protestante. Condenou a riqueza do clero e defendeu a abolição do dízimo: para ele, a Igreja deveria se manter com as doações voluntárias. Também defendia uma espécie de sacerdócio universal dos "eleitos", passando por cima da hierarquia católica, e repudiava a prática das indulgências, a adoração aos santos e às relíquias, e a peregrinação.

 Wycliffe também contestou alguns sacramentos, em especial a crisma e a eucaristia, por refutar o conceito de transubstanciação. Em seus últimos anos de vida, traduziu para a língua vernácula várias passagens das Escrituras. Seus escritos inspiraram um movimento de pregadores itinerantes, os lolardos. Estes tiveram o apoio do rei Ricardo II e de boa parte da nobreza inglesa.

Conseguiram até apresentar uma proposta de reforma da Igreja na Inglaterra.


Com Henrique IV, as coisas mudaram drasticamente: o rei, tendo caído nas graças da Igreja Católica, deu início a uma verdadeira perseguição baseada no De Hereticu Comburendo (Sobre queimar hereges), que permitia que os bispos torturassem e queimassem aqueles que fossem considerados hereges. 

Em 1409, por ocasião do Sínodo de Londres, alguns morreram na fogueira. Em 1411, sentindo-se ameaçados, os lolardos organizaram uma insurreição armada para seqüestrar Henrique IV, tentando incitar uma revolução camponesa. Mas a chamada às armas foi um fracasso: 37 lolardos morreram enforcados, outros sete, queimados. Em 1428, as teorias de Wycliffe foram consideradas heréticas e seus restos foram exumados, queimados e jogados no rio por ordem do papa. O movimento dos lolardos, no entanto, conseguiu sobreviver até o início do século XVI.


1324 - 1383



Nenhum comentário:

Postar um comentário